A Nossa História
Quinta da Barrosa
Séculos de Herança, Gerações de Dedicação.
A Nossa História
Das memórias de reis e pescadores às mãos de quem cuidou desta terra diariamente, a história da Quinta da Barrosa é uma narrativa viva de ligação ao mar, à terra e ao vinho.
O Cais da Rainha e o Refúgio Real
Um Refúgio Monárquico na Lagoa
Situada numa posição estratégica no Braço da Barrosa, a quinta está intimamente ligada à história da monarquia portuguesa e à Lagoa de Óbidos. Foi neste braço de água que nasceu o histórico Cais da Rainha, o ponto onde a Rainha D. Leonor desembarcava no século XV nas suas viagens para as termas das Caldas da Rainha. Ao longo dos séculos, estas margens atraíram outros monarcas: D. Sebastião encontrou aqui o seu refúgio de caça e pesca, e mais tarde, D. Carlos I frequentou habitualmente estas águas para estudar e contemplar a sua rica biodiversidade. Sob o lodo da lagoa, vestígios arqueológicos românicos e centenários recordam-nos de que a atividade humana e o respeito por este lugar remontam a milénios.
A Herança Secular
Memória Viva — A Vida na Quinta
A Terra Cuidada com Mãos de Dedicação
A alma recente da Quinta da Barrosa começou a desenhar-se a 15 de setembro de 1986, com a chegada do Sr. Luís Nobre. Acompanhado pela sua esposa e pelas suas duas filhas pequenas , o Sr. Luís assumiu a responsabilidade de guardar e trabalhar a propriedade. Nesses primeiros anos, a quinta era um mosaico rural de vinha, pinhais e eucaliptais , onde as suas filhas faziam os trabalhos de casa junto aos bardos enquanto guardavam o gado, sob o olhar atento do pai.
Em 1993, a quinta entrou numa nova fase sob a gestão do Sr. Eduardo Ferreira Livramento, que reconverteu os eucaliptais em vinhedos , expandindo a área para os atuais 12 hectares. Foi também nesta época que a quinta deixou de apenas vender uva para passar a vinificar e engarrafar no próprio local. Entre o carvalho onde estagiava o Cabernet e a entrega direta do vinho aos restaurantes locais , a Barrosa conquistou a região pelo passa-a-palavra e pela qualidade da sua produção.
Ponto de passagem da Rainha D. Leonor, D. Sebastião e local de caça do Rei D. Carlos I nas margens da Lagoa de Óbidos.
Início do maneio rural e da gestão da propriedade pelo Sr. Luís Nobre. Transição gradual dos terrenos de pinhal e eucaliptal para vinha, convivendo com a criação tradicional de bois e ovelhas na borda dos talhões.
Expansão da vinha até aos 12 hectares sob a liderança de Eduardo Livramento. Adoção da marca e sinalética local "Quinta dos Ventos", montagem da adega própria com prensas e início do circuito de distribuição regional.
Aquisição por José Elias (Companhia das Vinhas dos Montes Alentejanos), mantendo a totalidade e a integridade da mancha vitivinícola de 12 hectares.
Integração da Quinta da Barrosa no portfólio da Lindeborg Wines, alinhando a herança histórica e o saber tradicional à viticultura moderna de precisão e à presença global.